O short de compressão para corrida resolve dois problemas ao mesmo tempo: reduz o atrito entre as coxas e aumenta a estabilidade muscular nos treinos longos. Mas não é qualquer modelo que entrega isso.
O que a compressão faz pelo seu treino
A compressão ativa mantém os músculos da coxa em posição durante o movimento. Isso melhora a eficiência da passada e reduz a fadiga acumulada em provas acima de 10 km.
O contato contínuo do tecido com a pele também elimina o atrito entre as coxas, que é a principal causa de assadura em corredores. O resultado: menos irritação, mais conforto do km 1 ao km 21.
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O que avaliar no modelo
Tecido é o primeiro critério. Bermuda de compressão de qualidade usa poliamida com elastano, que é mais resistente ao longo do tempo, seca mais rápido e mantém a compressão real após múltiplas lavagens.
A costura precisa ser flat, sem relevo interno. Costura saliente cria um novo ponto de atrito e acaba gerando exatamente o problema que você queria evitar.
Verifique o elástico da cintura. Precisa ser largo, firme, sem pressão no umbigo ou nas virilhas. Em treinos longos, um elástico estreito ou mal posicionado incomoda progressivamente.
Comprimento e bolso
Short de compressão de corrida costuma ter comprimento de meio a dois terços da coxa. Modelos mais curtos pesam menos, modelos mais longos protegem mais a região do quadríceps. Para provas, o comprimento mais longo tem mais aderência entre corredores sérios.
Bolso é um ponto prático. Para treinos com gel e celular, um bolso traseiro com zíper resolve sem comprometer o caimento da peça.
Como decidir na prática
Treinos curtos até 10 km: qualquer modelo de compressão básico resolve. Treinos longos, meias maratonas e maratonas: vale investir em um modelo com costura flat, tecido mais resistente e bolso. Se você tem histórico de assadura ou dor no quadríceps, a compressão é indispensável desde o primeiro treino.
O modelo certo é aquele que você esquece do km 5 em diante.
